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Turismo no Jalapão: conheça as principais atrações da região!

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Turismo no Jalapão: conheça as principais atrações da região!

Viajar é sempre uma experiência enriquecedora, ainda mais se você puder adicionar um caráter social à sua jornada e ajudar comunidades carentes. Fazer turismo no Jalapão, no Tocantins, pode ser uma grande oportunidade de realizar um trabalho voluntário enquanto conhece a cultura local.

Neste artigo, vamos apresentar as atrações naturais do local, suas manifestações culturais e outras belezas e encantos da região. Continue a leitura e descubra como fazer uma viagem inesquecível em um dos lugares mais inóspitos do Brasil!

Os aspectos físicos do Jalapão

Esse cantinho especial do Tocantins é o local ideal para quem busca um contato genuíno com a natureza, bem longe da correria e movimento das cidades grandes. A paisagem formada pelos campos de capim dourado — e o horizonte marcado por fervedouros de água cristalina e dunas alaranjadas — apresenta um aspecto que parece ser surreal.

Localizado a 200 km de Palmas, o Jalapão está no leste do Estado, na divisa com a Bahia, Piauí e Maranhão. É uma microrregião de 34 mil km², que abrange oito municípios, dentre eles: Mateiros, Lizarda e São Félix do Tocantins.

Ao longo dessa extensa área, encontramos as atrações do Parque Estadual — criado em 2001 — e sua exploração envolve longos deslocamentos que devem ser feitos, de preferência, em um bom 4×4. Além disso, é a região com a menor densidade demográfica do país: 0,8 pessoas por km².

O período chuvoso vai de outubro a março, enquanto a seca é entre maio e setembro, com temperaturas um pouco mais elevadas. O capim dourado, que tem seu auge em setembro, faz parte da vegetação típica do Jalapão e é muito utilizado para o artesanato.

As características socioeconômicas

Apesar da natureza exuberante, apresenta um dos menores Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Tocantins. A região tem uma altitude diferenciada e latossolos que propiciam a agricultura — o que contribui para a melhoria econômica e social dos moradores.

Há também o investimento em bioenergia e o Plano de Desenvolvimento Econômico do Capim Dourado, que visa a análise do perfil dos artesãos e sua organização do sistema produtivo. Dessa maneira, é possível desenvolver a atividade com um manejo sustentável.

Além disso, a Agência de Desenvolvimento Turístico (Adtur) aplica a Pesquisa da Demanda Turística em períodos identificados como alta temporada para delinear o perfil e a demanda dos turistas. Consequentemente, a atividade turística do local vem se desenvolvendo bastante nos últimos anos, apresentando um alto nível de satisfação entre os viajantes.

Em 2007, com a arrecadação de fundos dos empresários rurais, foram construídas 80 casas populares, uma escola com capacidade para 400 alunos e dois postos de saúde — serviços que foram executados em parceria com os governos federal e estadual.

As manifestações culturais

O capim dourado é a marca da região e, em setembro, há a Festa da Colheita — organizada pela Associação dos Artesãos do Povoado Mumbuca. O artesanato tem um grande papel na valorização da identidade tocantinense, daí a importância dessa celebração anual.

Dentre outras manifestações, podemos destacar as seguintes:

Caretas de Lizarda

É uma performance feita por homens que usam máscaras de couro, papel ou cabaça, com o objetivo de assustar as pessoas e proteger seu estoque de cana-de-açúcar. Acontece no município de Lizarda, na Sexta-Feira da Paixão, e termina na madrugada do Sábado de Aleluia.

Catira

Homens e mulheres — aos pares — dançam em círculo ao som produzido por suas mãos e pés, enquanto sapateiam de maneira compassada. A sússia é uma dança praticada por grupos que participam das festas religiosas do Tocantins, como a do Divino Espírito Santo.

Os Catireiros são músicos repentistas que cantam seus poemas acompanhados pelo pandeiro, pela caixa e pela viola.

Cavalhadas

Inspirada pelos combates entre mouros e cristãos pelo domínio da Europa, na Idade Média, as Cavalhadas acontecem em agosto, desde 1937, no município de Taguatinga, no Sul do Estado. Os homens se dividem em dois grupos: os de azul representam os cristãos, e os de vermelho, os mouros.

Os atrativos do turismo no Jalapão

Dentre as várias atrações e o contato direto com a natureza, o ecoturismo é o forte da região — há caminhadas por cenários exuberantes, locais para contemplar o nascer e o pôr do sol e o contato com a cultura local. É o cenário perfeito para se desligar um pouco do mundo, já que o acesso à internet é bastante limitado.

Acompanhe, a seguir, seus principais pontos turísticos:

Fervedouros

São formados por lagos ou piscinas naturais, mas com um grande diferencial: você não afunda em suas águas. Isso acontece devido a um fenômeno conhecido como ressurgência — as águas dos lençóis freáticos brotam com muita força, o que permite uma sustentação do peso de quem entra na água, permitindo a flutuação.

Cachoeira da Formiga

Dentre as diversas opções de cachoeiras na região, essa merece destaque: suas águas apresentam um tom verde-esmeralda, além de ter uma piscina natural refrescante. A combinação desses detalhes é um atrativo bem maior do que seu tamanho ou força.

Dunas Douradas

A paisagem das dunas do Jalapão é modificada constantemente pelo balé que os ventos fazem ao longo de sua extensão, que pode chegar a até 40 metros de altura. É o local ideal para ver o pôr do sol, já que se pode observar a incidência dos raios solares intensificando seus tons dourados.

Do topo das dunas, é possível visualizar amplamente o deserto do Jalapão e a Serra do Espírito Santo, outro cartão-postal da região.

As comunidades quilombolas

Podemos destacar duas comunidades quilombolas muito importantes no Jalapão: a do Mumbuca e a do Prata.

O povoado de Mumbuca — já citado neste texto — fica localizado a 360 km de Palmas, no município de Mateiros, e é responsável pela produção de artesanato com o capim dourado. É uma prática que já está entre os moradores há cinco gerações.

Já no Prata, que fica no município de São Félix do Tocantins, a cultura local é valorizada pela produção de rapadura. Desde 2013, a Festa da Rapadura se tornou parte do calendário cultural da comunidade — e acontece, anualmente, em julho.

Existem 11 comunidades quilombolas na região. Elas vêm lutando por seu reconhecimento e contra a ameaça que a criação do Parque Estadual acabou trazendo para as famílias.

Nos dois povoados citados, assim como nos demais, as condições sociais e econômicas ainda são deficientes — falta saneamento básico e a educação é bastante precária. Sendo assim, são comunidades que podem se beneficiar, e muito, do turismo social.

E aí, curtiu saber mais sobre as opções de turismo no Jalapão? São vários locais com paisagens muito ricas para serem exploradas.

Aproveite para conferir mais um de nossos posts — Turismo social: descubra como ele influencia as comunidades locais — e continue aprendendo!

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Michel Leão 0Comentário(s)
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