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O que é Turismofobia? Saiba como evitar esse problema!

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O que é Turismofobia? Saiba como evitar esse problema!

Dá para imaginar que a indústria do turismo movimentou cerca de 7,6 trilhões de dólares em todo mundo somente no ano de 2016? Pois é, esse levantamento sugere, trocando em miúdos, uma forte geração de empregos e renda para as populações impactadas pelo turismo local. Entretanto, um fenômeno no mínimo interessante tem surgido nos últimos anos: a turismofobia. Isso mesmo e não é a aracnofobia. Lembra, aquela do filme? Essa é outra, mas confira na sequência como as pessoas têm reagido a isto!

O que é turismofobia?

Considerado hoje um grande gerador de renda, o turismo é uma das principais atividades econômicas do planeta e costuma promover o desenvolvimento de diversas comunidades ao redor do mundo, engajando todos os habitantes locais em torno do fluxo sazonal de visitantes.

Nos últimos anos, porém, mesmo cidades, que durante muito tempo foram reconhecidas internacionalmente por receberem com alegria e entusiasmo grande número de turistas ano após ano, como Barcelona, Veneza e Londres, têm sofrido o que muitos chamam de uma epidemia de turismofobia: uma aversão crescente aos turistas e a praticamente tudo aquilo que diz respeito à atividade turística.

Desde intervenções nos muros do Rio de Janeiro até cartazes pendurados em varandas e fachadas em Barcelona, encontramos sinais cada vez mais presentes de que as populações locais, antes receptivas e calorosas, começam a questionar os reais impactos da atividade turística, sobretudo em seu viés mais tradicional.

O que vem causando essa aversão aos turistas?

Como qualquer outro grande fenômeno cultural, a crescente onda de aversão aos turistas possui diferentes motivações, e é difícil apontar uma razão específica ou um estopim.

Portanto, para entendermos o que é turismofobia e o que a causa, precisamos direcionar nosso olhar para as populações locais e os rastros deixados pela chamada “indústria sem chaminés” do turismo.

O excessivo número de visitantes em cidades, como Barcelona e Paris, acaba causando um colapso na prestação de serviços essenciais, como redes de transporte público e atendimentos em hospitais e delegacias de polícia.

Além disso, os preços praticados pelo comércio, assim como os aluguéis nas regiões afetadas, costumam disparar durante a alta estação. O reajuste dos preços, apesar de beneficiar o comércio local, acaba afetando negativamente a vida dos moradores.

Outro fator determinante para a queda da hospitalidade é a costumeira falta de educação dos turistas, sobretudo quando em grandes grupos: fazem muito barulho, atrapalham a rotina local e ignoram aspectos culturais importantes, causando grande transtorno para as populações nativas.

Mesmo em cidades brasileiras, pudemos ver manifestações contrárias ao grande fluxo de visitantes internacionais às vésperas da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016. Nestes casos, a indignação da população surgiu, sobretudo, dos gastos excessivos promovidos pelas diversas esferas da administração pública; gastos esses que poderiam ter sido melhor alocados em questões fundamentais para a vida da população, como educação, saúde e segurança.

Como as comunidades internacionais vêm lidando com a turismofobia?

Em setembro deste ano, a Organização Mundial do Turismo (OMT), órgão da Organização das Nações Unidas para o turismo, realizou uma conferência em Londres, na qual a turismofobia e o excesso de turismo encabeçaram as discussões.

Segundo a OMT, cerca de 1,2 milhão de turistas internacionais viajaram em 2016, e a estimativa da organização é de que, até 2030, esse número seja de 1,8 milhão. O setor também é responsável por um em cada dez empregos e 30% do comércio mundial de serviços.

Taleb Rifai, secretário-geral da OMT, aponta que a atividade turística leva à prosperidade econômica e ao desenvolvimento das comunidades em todos os aspectos, mas que é preciso que haja políticas e práticas fortes e sustentáveis, que envolvam tanto governos locais quanto agentes privados, comunidades nativas e, até mesmo, os próprios turistas.

Que soluções podemos aplicar para sanar o problema?

Seja como cidadãos locais de cidades afetadas pelo turismo, seja como viajantes do mundo, podemos adotar medidas que facilitam a vida de todos e promovem uma cultura de turismo sustentável.

Promover a conscientização dos turistas

Barulho alto e sujeira são alguns dos aspectos mais desagradáveis do turismo convencional, sobretudo quando falamos sobre grandes grupos de viajantes.

Agências turísticas e órgãos administrativos relacionados à indústria de turismo podem promover ações de conscientização dos turistas no sentido de antever e sanar problemas apontados, como mais frequentes e mais incômodos pelas populações afetadas.

Respeitar as culturas locais

Muitas vezes, pequenas posturas cotidianas consideradas menores em determinados locais podem ser percebidas como ofensas civis em certas localidades.

Por exemplo: em algumas cidades brasileiras, como São Paulo, as pessoas costumam deixar o lado esquerdo da escada rolante desimpedido para que as pessoas com pressa possam andar mais rapidamente. Entretanto, em outras capitais, como Fortaleza, não há esse hábito.

O mesmo pode ser aplicado a diversos outros aspectos, como maneirismos à mesa, formas adequadas de vestir-se, como comportar-se com crianças ou pessoas do sexo oposto, etc. Quanto mais diferente da nossa é a cultura local, mais cuidado devemos ter.

Para evitar transtornos pessoais e causar um impacto menor na vida das pessoas que moram ali, pesquise detalhes culturais particulares antes de embarcar para sua próxima viagem.

Procurar destinos menos óbvios

Lua de mel em Paris e Réveillon na orla de Copacabana são destinos de viagem clássicos e, por isso mesmo, procurados pela grande maioria dos turistas em todo o mundo. Assim, se você deseja tirar uma selfie inclinando a Torre de Pisa, saiba que encontrará uma pequena multidão fazendo o mesmo.

Por que, então, não procurar destinos menos convencionais? Quem deseja conhecer a Ásia, por exemplo, pode escolher a Tailândia em vez da China ou do Japão e ter uma experiência incrível.

Fazer turismo engajado

Modalidades de turismo alternativas, como ecoturismo e turismo social, não apenas podem enriquecer sua experiência como viajante, mas também deixarão um rastro positivo nas comunidades por onde você passar.

Ao dedicar uma parte do seu tempo para se engajar em atividades que tragam um impacto positivo nas vidas dos moradores locais, você promove uma forma de turismo sustentável e pode encontrar um propósito mais profundo para sua viagem.

Agora que você já sabe o que é turismofobia e como podemos combatê-la, é só escolher seu próximo destino e expandir sua visão de mundo viajando.

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Michel Leão 0Comentário(s)
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