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O que é crowdworking e como ele se relaciona com o impacto social?

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O que é crowdworking e como ele se relaciona com o impacto social?

Um profissional que oferece aulas de marcenaria; outro que consegue madeira reciclada para servir de matéria-prima e um terceiro que descobre uma forma de comercializar o que é produzido. O exemplo é hipotético, mas esse tipo de ação é muito comum no turismo social/colaborativo, em ações de voluntariado e naquelas com foco sustentável.

Trata-se de modelos mais simplificados, que podem fazer muita diferença em iniciativas sociais. O termo em inglês está relacionado à prestação de serviços entre pessoas que têm algum interesse em comum ou podem colaborar entre si.

É como pensar na prestação de serviços por empresas terceirizadas, mas considerando que essas tarefas serão realizadas por pessoas físicas e não por organizações que, muitas vezes, estão ali ao lado! Resta agora entender como isso se relaciona com o impacto social, certo?

O que é crowdworking

Primeiramente, é fundamental não confundir os termos (que são muito parecidos!). Estamos falando do crowdworking, mas também existem o crowdsource e o coworking, duas práticas bem diferentes.

O crowdsourcing é um modelo de gestão para busca de soluções de forma coletiva para criação (ou produção) contribuitiva, remunerada ou não, e que tem como fim criar produtos, ideias ou serviços. Já o coworking é um nome que remete a um estilo de trabalho relacionado ao compartilhamento de um mesmo espaço físico por diversos profissionais.

Então, em vez de alugar uma sala com toda a infraestrutura empresarial para trabalhar sozinho, o empreendedor compartilha esses espaços com freelancers ou autônomos. Assim, é possível economizar com as despesas básicas, ao passo que os profissionais aproveitam para investir em seus produtos ou serviços.

O crowdworking e o valor do trabalho

Feitas as devidas distinções, é hora de mostrar como o crowdworking pode gerar muitos ganhos para os envolvidos. Para que fique bastante claro, é importante entender o valor do trabalho nesse contexto.

Pense no modelo de economia convencional, em que as grandes empresas dominam os principais mercados e o pequeno empreendedor (ou o profissional liberal) tem mais dificuldade de se inserir. Valorizar a mão de obra local é uma maneira de descobrir novos talentos e de reforçar o mercado em que se atua.

No crowdworking, o trabalho dos artesãos, dos pequenos produtores, de guias turísticos e daqueles que estão iniciando um negócio tem um valor diferenciado. Nesse modelo, as organizações se juntam para pensar em soluções que possam ser viáveis para todos. Portanto, o profissional que presta serviços ganha mais relevância, pois pode negociar melhores condições diretamente com quem está interessado em sua atuação além, é claro, de ampliar sua rede de contatos.

O impacto social dessa prática

É preciso pensar em como esse modelo transforma as sociedades. Para entender essa questão, é interessante mapear toda a cadeia produtiva que envolve os variados segmentos.

Uma grande corporação presta serviços e, em função do grande volume de trabalho, consegue oferecer preços mais competitivos. Para que o profissional liberal consiga se manter no mercado, porém, é preciso um esforço sobre-humano. E o seu trabalho, que em grande parte das vezes depende menos de máquinas, fica mais lento e mais caro.

É aí que o crowdworking entra: a prática reduz as distâncias entre esses dois universos. O serviço, que seria prestado por uma multinacional, poderá ser entregue por um profissional local, com maior cuidado e de forma personalizada. Em muitos momentos, isso vai reduzir impactos com o frete, por exemplo, e servirá para fortalecer o mercado regional. E a maior vantagem disso tudo? Uma economia disruptiva assim traz a dissolução imobiliária, forçando uma adequação ainda maior dos mercados quando as pessoas deixam de viver compulsoriamente nos grandes e caros centros urbanos.

A vantagem da personalização

A personalização de serviços é algo muito valorizado pelos clientes. Essa é a característica que faz com que o voluntário se sinta especial e recompensado. Mas, quanto maior é a empresa prestadora do serviço, menores são as chances de personalizar o trabalho, em função do custo de tal produção em grande escala.

E o crowdworking contribui para essa aproximação com o mercado, pois reduz a distância entre os atores. No mercado de turismo, também é possível perceber essa diferenciação e como ela impacta socialmente as localidades.

Nada melhor do que chegar a uma cidade turística e ser recebido por um guia que realmente vive naquele lugar. Além do sotaque característico, esse profissional saberá falar sobre cada cheiro da região e os lugares imperdíveis, além de indicar um passeio que seja específico para o seu perfil — mas com o olhar de um nativo.

A cereja do bolo nas empresas

Com a luta incessante pela conquista dos mercados, o empreendedor fica muito satisfeito quando o seu negócio minimamente consegue pagar as contas da empresa. Nesse cenário, muito se pergunta: por que devo gerar impacto social?

Embora essa resposta seja simples, muitos gestores se recusam a entendê-la: simplesmente porque a sua companhia depende desse contexto social no qual está inserida. Se os índices de desemprego sobem na cidade, por exemplo, você também será impactado.

As pessoas consumirão menos, farão menos investimentos e estarão menos suscetíveis a encontrar alternativas e soluções criativas. E o crowdworking surge como uma solução que pode reduzir os custos de uma organização, mas sem sucatear o trabalho de outros profissionais que estão próximos ao negócio. Obviamente é importante tratar as questões jurídicas e trabalhistas nesse contexto.

A formação de redes

Quando aderem ao crowdworking, as empresas se inserem em uma grande rede de colaboração, que trabalha com vistas a encontrar soluções capazes de beneficiar o grupo. Se antes as companhias é que saíam beneficiadas, com esse modelo os profissionais são impactados diretamente de forma positiva.

Entender o que é o crowdworking ajuda a fortalecer o networking e a pensar em conjunto. Se você precisa de uma solução, pode compartilhar com as pessoas que fazem parte dessa rede e encontrar propostas viáveis para o seu negócio, fomentando uma viagem capaz de unir lazer, turismo e profissão numa única proposta.

Essa troca também permite pensar em alternativas que nem tinham sido consideradas e ampliar seus horizontes para uma infinidade de possibilidades. Assim, consumidores, prestadores de serviços, fornecedores, viajantes e o mercado, de forma geral, são fortalecidos.

Agora que você já sabe o que é crowdworking, que tal botar o pé na estrada e mostrar ao mundo suas habilidades? Iniciativas como a da Chronus, Garupa, Workaway, Worknomads, Volunteer Vacations, Iris Social, entre outros, sugerem atuação nessa linha. Deixe seu comentário e conte como a metodologia poderia impactar de forma positiva o seu trabalho. Se tiver dúvidas, críticas ou sugestões, vamos conversar!

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Michel Leão 0Comentário(s)
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