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Como viajar pelo Vale do Jequitinhonha e aprender com sua cultura?

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Como viajar pelo Vale do Jequitinhonha e aprender com sua cultura?

Há muitos anos, os peregrinos rodavam o mundo em busca de autoconhecimento. Ainda hoje essa prática existe entre alguns viajantes. Não por acaso. Já que é na estrada que tudo se transforma e que o velho encontra no mundo exterior sementes para brotar o novo. O eu, o outro, a troca e a alteridade fazem transformações. Contudo, diferente de antes, já não é tão necessário rodar o mundo nessa busca, pois existem destinos, como o Vale do Jequitinhonha, que propiciam a transformação.

O Vale faz parte de Minas Gerais e é formado por 51 municípios localizados ao longo do rio Jequitinhonha. A região se caracteriza por aspectos muito similares ao sertão nordestino e um deles é o baixo indicador social. Porém, nesse mesmo lugar pode ser observada uma beleza natural surpreendente e uma riqueza cultural com aspectos marcantes predominantemente negra e indígena.

O que define o Vale, além das belezas naturais, é o seu povo. Mergulhando nas terras desse destino, o viajante compreenderá de forma profunda o que significa resistência. Eles resistem para sobreviver, resistem por uma vida melhor, resistem para manter suas raízes vivas.

Todos os dias, os homens que vivem no Vale embarcam para outras cidades para trabalhar. Já as mulheres cuidam dos filhos e tiram do barro uma forma de fazer arte e de viver de forma digna. Enquanto o cotidiano acontece, a gastronomia, a história e a cultura sobrevivem. Para um olhar despercebido, esse é mais um cotidiano de uma região brasileira sem recursos. Mas, basta um olhar mais atento, para compreender as lições valiosas que a região e sua população podem ensinar. Confira algumas delas a seguir.

Roteiro no Vale do Jequitinhonha com lições valiosas para os viajantes

Há beleza em todos os lugares

Os olhos já treinados, em ver sempre o lado negativo de tudo, terão que aprender que há beleza em todos os lugares. Inclusive, em uma das regiões que já foi a mais pobres do Brasil. Em Diamantina, por exemplo, o Vale apresenta aos viajantes todo o seu esplendor. Por ali, eles encontrarão a Cachoeira do Sentinela, localizada no Parque Estadual do Biribiri, um espetáculo na natureza. Seu cenário é composto por pedras rochosas e águas cristalinas.

Também em Diamantina, está localizada a Gruta do Salitre que possui 80 metros e é composta por ruínas e paredões. A gruta é outro ponto para conhecer as belezas naturais do Vale e voltar com a lição de que realmente existe beleza em todos os lugares.

Mulheres resistem

Mesmo diante das circunstâncias econômicas e diante de uma sociedade patriarcal, sempre haverá mulheres prontas para lutar e afirmar sua independência. A história já nos mostra isso. Contudo, ler sobre história nem sempre é compreender. A compreensão é um caminho mais profundo do entendimento. É justamente esse ensinamento que o viajante terá no Campo Buriti.

Ali as mulheres são as protagonistas. Elas são responsáveis pela produção da arte. Em uma terra infértil, elas fazem surgir a fertilidade para conseguir financeiramente suas independências. Por meio do barro e da cerâmica, as mulheres do Vale do Jequitinhonha produzem lindos artesanatos que, atualmente, viraram referência nacional.

O ofício passado de geração em geração, hoje pode ser considerado um patrimônio cultural do Vale e um dos seus atrativos turísticos. Além disso, é por meio desse ofício que as mulheres da região constroem suas autonomias financeiras e provam que a resistência e a união feminina podem mudar o mundo.

Para entender o significado do trabalho dessas mulheres, a Vivejar, por exemplo, criou o roteiro “Do Barro à Arte” que oferece aos viajantes experiências enriquecedoras. No Campo Buriti, os visitantes podem participar de diversas atividades como: trilha para a retirada do barro; oficina de modelagem; oficina de pintura; visita à associação de artesãs e muito mais.

É preciso conhecer o passado

Ainda pouco conhecida pelos viajantes, a cidade de Almenara, localizada às margens do rio Jequitinhonha, é um livro de história sobre os tempos coloniais. A herança dessa época se faz presente, pois a cidade conta com um passado de extração massiva de ouro.

Por ali, há regiões rurais com diferentes paisagens e antigas ruínas de fazendas coloniais. O destaque fica por conta da Fazenda dos Currais, que conta com uma arquitetura de 1929 e ainda consagra um acervo de mobília sacra.

Algo ainda mais interessante sobre o passado de Almenara é que ali foi instalada a primeira fazenda da região do Jequitinhonha com energia hidráulica. Por conta disso, essa mesma fazenda era um ponto de encontro da população para saber as informações sobre a Segunda Guerra Mundial.

Transformações internas geram transformações externas

Já falamos sobre três destinos com lições valiosas na região. No entanto, ainda falta a quarta para finalizar a experiência. Essa é uma das lições mais importantes que o Vale do Jequitinhonha pode oferecer e ela fala, justamente, sobre como as mudanças internas podem gerar mudanças externas.

Talvez você tenha pensado que as lições que poderá apreender no Vale sejam somente pessoais. No entanto, essas mesmas lições que são oferecidas de tão bom gosto pela comunidade geram mudanças externas.

Como isso é possível? Simples. Atualmente, o turismo de experiência no Vale do Jequitinhonha está mudando a vida da população. Os viajantes que buscam mudanças pessoais acabam gerando transformações na comunidade.

Por exemplo, o turismo na região já gerou em torno de R$60 mil reais em renda direta para a comunidade local e possibilitou a criação de uma biblioteca com um acervo de mil livros. Além disso, por conta do turismo, atualmente, há 160 artesãs produzindo artesanatos, diversas famílias recebendo turistas em suas casas e mais de mil pessoas envolvidas no setor de turismo local.

Ou seja, a vivência dos viajantes no Vale faz parte do turismo de impacto social positivo. O segmento tem como objetivo ajudar de forma sustentável a economia local. Sendo assim, o viajante acaba se envolvendo no desenvolvimento social e ajudando a melhorar a qualidade de vida da região.

Por isso, ao pensar em visitar o Vale do Jequitinhonha é preciso levar em conta o quanto essa transformação é benévola para gerar divisas para a comunidade. Tudo pronto para encarar essa enriquecedora experiência? Ok! Entre em contato e bora impactar!

foto: crédito UFMG

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